Especialidades - CLÍNICA MÉDICA

Esse profissional está apto a tratar diversas doenças e só precisa encaminhar seu paciente quando houver necessidade de um especialista, isso quer dizer, quando o problema é muito específico. Assim uma consulta com  clínico geral abrange:

  • Check UpR32;
  • Avaliação Pré-Operatória para diversas cirurgias
  • Avaliação para atividade física e orientação de exercícios físicos
  • Obesidade leve a moderadaR32;
  • Orientação nutricionalR32;
  • Hipertensão ArterialR32; DiabetesR32;
  • Investigação e tratamento de doenças cardiológicas levesR32;
  • OsteoporoseR32;
  • Dislipidemia (colesterol alto)R32;
  • GastriteR32;
  • Doença do Refluxo GastroesofágicoR32;
  • Infecções IntestinaisR32;
  • Infecções UrináriasR32;
  • Infecções de Pele e Micoses
  • Infecções pulmonares,
  • Infecções de orofaringeR32;
  • Cefaléia (dor de cabeça)R32;
  • Hipo e HipertireoidismoR32;
  • Depressão, 
  • Transtornos de AnsiedadeR32;
  • AnemiasR32;
  • Indicação de VacinasR32;
  • Alergias
  • Entre outras....

 

“Ser clínico, num tempo marcado por massacrante quantidade de informações, pela fragmentação do saber e pela hiperespecialização é, antes de tudo, uma atitude, uma postura, um modus faciendi”.

É ser uma espécie de gerente ou maestro, capaz não apenas de lançar um olhar giratório e hipercrítico sobre tudo um pouco, como também de “governar a rédea”, na tentativa de manter a situação sob controle, para que o paciente não “entre em parafuso” e não se perca num emaranhado de opiniões avulsas, não raro divergentes, emitidas por uma sucessão de especialistas que, além de desprovidos de uma visão de conjunto, não costumam levar em consideração o contexto psico-sócio-cultural em que o mesmo se insere.

É rebelar-se contra a “Medicina prêt-à-porter”, da produção em série e do consumo, que dispensa o raciocínio elaborado e a reflexão amadurecida. É estar sempre disposto a exercer, sem pressa, a arte da escuta empática, desarmada; alguém capaz de ouvir o que é dito e, sobretudo, o não-dito; alguém capaz de ler nas entrelinhas, de captar o conteúdo latente do discurso do paciente, inspirado no logos riobaldinus: “O sério pontual é isto, o senhor escute, me escute mais do que eu estou dizendo; e escute desarmado”.

É ter consciência, como o próprio Riobaldo, de que “a gente sabe mais, de um homem, é o que ele esconde”. É ser capaz de realizar um exame físico refinado e o mais completo possível, ciente de seu incontestável valor heurístico e, até mesmo, de sua transcendência, na medida em que, como ensina Lewis Thomas, “o tato é um meio de conseguir significativas visões íntimas”.

É saber que o “ato médico” transcende o “fato médico” e que a busca de “evidências” baseada em pesquisas idôneas constitui apenas um dos componentes da tomada de decisões. É não deixar que os famigerados guidelines, base da chamada cookbook medicine, sejam sempre os balizadores implacáveis da conduta médica; por conseguinte, é ter a consciência clara de que o exercício de seu mister está menos para um concerto-recital em que, de forma mais ou menos previsível, interpreta-se ao pé da letra uma partitura, do que para uma jam session, em que se privilegia a improvisação ao sabor do clima que brota no momento da interação entre os músicos participantes.

É contemplar a subjetividade, em busca da chamada “medicina da pessoa”; é “andar com o sapato do outro” e, sem abrir mão da própria individualidade, procurar enxergar o mundo a partir de sua perspectiva. É tomar-se uma espécie de alter ego do paciente, ajudando-o a descobrir, num relacionamento marcado pelo diálogo e pela parceria, o que parece ser melhor para si, num certo momento e sob determinadas circunstâncias, sem, no entanto deixar de informá-lo, com base nas pesquisas de ponta, sobre o que seria, em tese, melhor para um grande número de pessoas, em circunstâncias parecidas, mas nunca idênticas.

É não deixar que, ao modo da vassoura do bruxo, a tecnologia tenha vida própria e, roubando a cena, passe a constituir um valor em si mesma e não um simples meio para se atingir determinado fim. É relativizar a importância dos exames complementares, dando-lhes o valor que merecem, nem mais, nem menos; em se tratando dos métodos de imagem, é saber precaver-se contra os “incidentalomas”.

É ser chamado a atender, em primeira mão, pacientes sem diagnóstico, com quadros clínicos obscuros ou apresentações insólitas de afecções comuns – como, por exemplo, aqueles com febre prolongada de etiologia indeterminada, incluídos alguns casos de endocardite infecciosa -, pacientes esses que pela indefinição de seu problema não devem ser encaminhados para especialistas stricto sensu.

É cultivar a prudência, pois, como ensina o escritor cordisburguense, “muito junto do braseiro, gente há às vezes que não se aquece direito, mas corre risco de sapecar a roupa”. É ser um profissional inacabado, sempre a meia jornada, em permanente gestação, e, por conseguinte, alguém que não parece ter direito ao repouso do sétimo dia.

E last but not least, é ter sempre em mente que “a Medicina acaba, mas o médico continua”; e, diante do “paciente terminal”, é ser capaz de acolhê-lo, incondicionalmente, até o desenlace, na crença de que pode haver momentos de plenitude em muitas despedidas